A argelina Imane Khelif enfrentou desafios além das adversárias para conquistar a medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris, na categoria até 66kg do boxe feminino, na última sexta-feira (09). Durante o evento, ela lidou com a controvérsia envolvendo seu nome relacionada a questões de gênero.

Polêmica na Competição

A atleta foi desclassificada do Mundial de boxe de 2023 pela Associação Internacional de Boxe (IBA) por não atender ao "critério de elegibilidade para a competição feminina", o que gerou uma onda de preconceitos.

Desabafo após a Vitória

Após sua conquista em Paris, Imane Khelif abordou os ataques que sofreu e celebrou seu sucesso esportivo. Ela declarou: "Eles me odeiam e não sei por quê. Enviei como resposta esta medalha de ouro. Minha dignidade e honra estão acima de tudo. Isso também dá um sabor especial ao meu sucesso".

Imane expressou seu desejo de que novas Olimpíadas não sejam marcadas por ataques semelhantes: "Estamos nas Olimpíadas para atuar como atletas".

Apoio do Presidente do COI

A vitória de Imane ocorreu no mesmo dia em que ela e a taiwanesa Lin Yu-ting, que enfrentou situação semelhante, receberam apoio público do presidente do COI, Thomas Bach. Em coletiva, Bach defendeu as boxeadoras e criticou a IBA, ressaltando que a participação delas no boxe olímpico é "justa".

"Essa não é uma questão de inclusão, mas sim de justiça. Mulheres têm o direito de participar em competições femininas", afirmou o dirigente.

Dedicação à Argélia

Imane dedicou seu título olímpico ao povo argelino, que celebrou nas ruas após sua vitória. "Durante oito anos este tem sido o meu sonho e agora sou campeã olímpica e medalhista de ouro. Quero agradecer a todas as pessoas que vieram me apoiar. O povo argelino merece esta medalha. Eles sabem quem eu sou e minhas habilidades. Hoje eu os fiz felizes", concluiu.